terça-feira, 21 de outubro de 2008

Buenos Aires

Não. Não vou escrever sobre essa cidade, que tive o prazer de conhecer, mas sim, sobre um simples, porém extraordinário utensílio.
Ele gira, gira e quanto mais calor você estiver sentindo, mais ele girará para lhe proporcionar o conforto através do vento produzido pelo seu movimento circulatório.
É um servidor abnegado. Roda para lá e prá cá, distribuindo vento. Quanto maior o nível de velocidade, maior o prazer que nos oferece. Contudo, se medirmos a sua temperatura veremos o quanto quente ele fica; essa é a sua missão. Muito parecida com as dos pais que, com prazer, trabalham e se dedicam aos filhos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mais fogo legal!





Olha que foto legal!



Campo de São Bento no dia do lançamento do meu livro. Sou muito feliz por ter vocês ao meu lado.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Reduc em Cena




Um dos trabalhos de teatro realizado na Reduc...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O livro que não sei o nome

Tudo começou numa estação. Na velha e movimentada estação de São João do Mato Seco.
João Benedito Neto, filho do filho de seu João Benedito, conhecido como “seu Dito”; seu filho como João e ele como Neto, sempre foi muito inteligente.
Devoto de São Expedito, seu pai de São Benedito e seu Dito, de São João. São João do Mato Seco, um santo meio esquisito, mas ele diz e eu acredito nos milagres que ele fez.
E é bom mesmo acreditar, pois quem vive para lá pode um dia encontrar uma mula-sem-cabeça. E pior do que vê-la passar, é escutá-la seu nome gritar. Cruz credo, que isso nunca nos aconteça!
Mas vamos mudar esta prosa. Sua irmã se chama Rosa, seu irmão é Aparício e sua mãe, que o nome ainda não foi dito, chama Maria Benedita, filha de Maria Conceição.
Sua vó Conceição, que concebeu quatro Marias, sua mãe e suas tias: Das Dores, Do Rosário e Da Ressurreição, foi uma moça muito bonita e muita bem dita, daquela região.
Não era uma região muito grande, nem muito conhecida, mas tinha igreja, coreto, uma mesquita e também uma estação.
E embora não tenha sido escrito, muito parto e muito fico, ocorreram naquela estação.
Seu Dito daquele então, era um moço muito bonito, que um dia chegou em São João. Na velha e movimentada estação de São João do Mato Seco.
Usava um terno branco, carregava uma mala e um livro. Mas era só para fazer pose.
E assim naquele verão, chegou ele na região.
De repente se sentiu como se tivesse levado uma flechada de Cupido; ficou com mãos geladas, o coração palpitando. Era Maria Conceição que estava bem olhando pra ele.
Com graça ela sorriu, quando viu que o apito, que do trem partiu, assustou o jovem João. João Benedito.
Ele ficou sem jeito e acabou deixando sua mala se abrir e tudo foi ao chão.
Tentando arrumar as coisas que estavam espalhadas, caídas na calçada daquela estação. Aflito ele disse: “que dia mal dito!” Mas depois deu o dito pelo não dito, porque viu que aquela moça bonita se abaixou e começou ajudá-lo a guardar as coisas e a colocar em sua mala.
Após guardar tudo que conseguiu pegar, ela fechou a mala; ele abriu o coração.
E foi assim que Maria Conceição conquistou para sempre aquele jovem atraente e seu pai lhe deu a mão.
Só que o livro que caiu no chão, nunca mais foi encontrado. Seu nome não me foi revelado, pois o jovem dito João, que era tão bonito, era também iletrado. Por isso só conto o que me foi contado, pois nada foi escrito pelos antigos Beneditos daquela região.
Também nem sei se esse livro foi escrito por uma mulher por um homem.
Só sei que foi escrito e era um livro muito bonito; só não sei o nome.

Fim

Argentina




Eu, Luana e Julio na Argentina

quinta-feira, 31 de julho de 2008


Amoras Negras

Amoras negras, negríssimas.
Amoras negras, beleza, delícia.
Amora é a negra; dulcíssima!

Amoras negras
Amor às negras; quentíssimas.

O é Amor é negro; negríssimo.

Com olhos fechados sentimos
Toda a intensidade de um beijo.
E no escuro do quarto apagado
Amamos com muito mais desejo.

Na escuridão da noite sem lua
Casais se escondem na rua
Para trocarem as melhores
Confidências suas.

O caçador de Vaga-lumes


Nascido em Niterói, Jurandi Siqueira desde pequeno já era um artista. Queria ser pintor, músico ou escritor, mas acabou se formando em contabalidade e hoje é um contador. Isso mesmo. Hoje, Jurandi é um contador. Um contador de história, e o Caçador de vaga-Lumes é o primeiro de uma série de histórias que ele tem para nos contar.
Também faz parte do inventário desse contador-artista, algumas peças de teatro, músicas, contos e filmes curta-metragens.

Esse espaço serve para você conhecer meu trabalho, trocar criatividades, poesias e é claro, para nosso entreterimento . Curta esse meu mundo mágico.